Resenha de Vidas Entrelaçadas de Patty Freitas ( Livro 2 da Série Vidas)

O segundo volume da série Vidas é Vidas Entrelaçadas de Patty Freitas. Nesse segundo volume temos o foco entre Jess- ou Jéssica Foster, cuja história conhecemos um pouco na segunda parte do livro Vidas Paralelas - e em Henry Donavel . Também descobrimos o desempenho de Sophie em tentar localizar a amiga e irmã de criação.

Logo no inicio  descobrimos que Jess caiu numa armadilha, quando procurara a Cia de Dança para seguir a carreira de Dançarina.

 

O coração de Jess parou quando seus olhos cruzaram os da austera criatura que mais tarde viria, a saber, ser Annie Kruelaj, a governanta de origem alemã que participava dos preparativos com requintes de crueldade.”

 

 Nesta sequência da serie Vidas, as torturas são mais bem detalhadas e dão a dimensão do inferno que as meninas que caem nessa armadilha vivenciam.

 

“Annie Kruelaj era minuciosa naquilo que fazia. Possuía uma calma assustadora. Pegou Jess pelo braço, conduziu-a até o final do quarto defronte a um enorme par de madeiras em formato de X. Fez menção com o olhar para que Jess se posicionasse de costas para o aparato.  Auxiliou-a, endireitando seus ombros para que ficassem rentes à madeira rígida. Jess tentou se desvencilhar das mãos compridas de Kruelaj, mas um rispar no ar de um chicote a fez parar imediatamente.”.

 

      Outra questão mostrada é como as meninas são escolhidas, passando por rigorosa seleção-sem  consentimento delas, é claro!

 

A seleção começava bem antes das meninas desembarcarem no aeroporto espanhol. Geralmente, depois que Billy lhe enviava as fotos das meninas selecionadas, ele escolhia umas duas ou três, que  passavam a ser vigiada mais rigidamente a fim de saber qual delas preenchia  todos os requisitos do sádico mestre. Preferencialmente, escolhia meninas brancas, loiras de cabelos compridos e impecavelmentes lisos,  olhos claros e corpo mais voluptuoso.”

         Em Vidas Entrelaçadas descobrimos como as vidas de Henry Donavel, Sophie, Jonh e Jess se entrelaçam e o que acontece a Jess, em especial, quando ela é liberta de seu cativeiro.

        Aqui, um assunto interessante é levantado. Jess se vê perigosamente envolvida num jogo de sedução e sadomasoquismo, como se esse fosse um aprendizado impregnado em sua alma, dificil de se libertar. E agora, aprisionada por escolha própria, vive uma relação complexa envolvendo sexo e tortura.

       A autora Patty Freitas levanta a questão da sindrome de Estocolmo.

      A Síndrome de Estocolmo ou síndroma de Estocolomo é o nome normalmente dado a um estado psicológico particular em que uma pessoa, submetida por um tempo prolongado de intimidação, passa a ter simpatia e até mesmo de amor ou amizade perante o seu agressor.Outra importante forma de submissão sexual.

        A capa deste livro apresenta uma mulher presa em posição fetal, mostrando a submissão total, mas, ao contrário do livro 1, neste vemos a mulher presa por cordas enroladas com nós, o que demonstra um grau de submissão muito maior para a prisão que correntes. As cordas dão um sentido de ritual, porque os nós sobrepostos para prendê-la demandam tempo e dedicação para serem executados.E mais uma vez  a autora- responsável pela capa- usa a  ilustração  como um perfeito resumo da história.

            Ainda sendo dentro do  gênero Novela, o enredo parece ter assumido um ritmo um pouco mais lento que o primeiro, explorando melhor as nuances da trama, o que aprofundou ainda mais a narrativa. Este livro foi publicado em 2016, juntamente com a segunda edição de Vidas Paralelas.

 

           Alguns mistérios ainda ficaram por resolver e estou ansiosa pela continuação do livro, que estará sendo publicado em breve. Uma excelente continuação do primeiro volume.Algo raro a acontecer em séries literárias.

               Michelle Louise Paranhos - Escritora e critica literária.

 

 

 

 

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